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Petição apoiada pela:
Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza
Geota- Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
FAPAS- Fundo para a Proteção doa Animais Selvagens
SPEA- Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
LPN- Liga para a Proteção da Natureza (fundamentalmente na questão da rola-brava)
Porque a extinção é para sempre!
De nome científico Streptopelia turtur, a rola-brava ou rola-comum está a desaparecer a um ritmo preocupante em Portugal e na Europa, estimando-se que a sua população tenha decrescido 70% nos últimos 10 anos. Em Portugal, o mês de Agosto é tipicamente marcado pela abertura da época da caça à rola, período que é coincidente com a época de nidificação desta espécie migradora atualmente ameaçada de extinção.
Esta espécie estival distribuía-se outrora por todo o país, especialmente na região Norte, ocorrendo em áreas florestadas e em terrenos agrícolas adjacentes.
Apesar dos alertas feitos sucessivamente por várias associações ambientalistas e algumas organizações do setor cinegético, no sentido de alertar publicamente os responsáveis políticos para o risco de extinção da rola-brava, nada tem sido feito.
Existe, na verdade, um Plano de Gestão da União Europeia para a Rola-brava, em vigor desde 2006, ao abrigo da Diretiva Aves, que prevê medidas urgentes como a publicação anual de estatísticas credíveis da atividade de caça; o desenvolvimento de um modelo populacional preditivo para calcular o abate anual sustentável ou ainda o estudo do sucesso reprodutor e da mortalidade invernal, bem como dos fatores que os afetam.
No entanto, a presença da rola-brava continua a decrescer a um ritmo galopante, sucumbindo a ameaças como a destruição de habitat, a perseguição nas áreas de nidificação e invernação ou a já referida caça excessiva.
A irresponsabilidade e insensibilidade demonstrada nesta matéria pelos sucessivos governos pode contribuir, no curto prazo, para uma situação de extinção da Rola-brava em Portugal.
As Associações apoiantes apelam a todos que assinem esta petição dirigida à Ministra da Agricultura e ao Ministro do Ambiente e exijam a proibição da caça à rola-brava.
O outro lado da caça – contaminação por chumbo
Caça continua a contaminar com chumbo os solos, sedimentos e cadeia alimentar
Considerando os largos milhões de cartuchos usados anualmente para a caça no nosso País, são muitas as toneladas de chumbo que, ano após ano, se vão acumulando nas nossas áreas naturais, com especial impacte para as zonas húmidas.
O chumbo é um metal pesado altamente venenoso para o ser humano e para os animais. As aves, ao ingerirem grãos de areia e pequenas pedras para ajudar a digestão, acabam por também ingerir também as pequenas esferas de chumbo dos cartuchos usados na caça. Daí resulta a intoxicação conhecida por saturnismo, com efeitos adversos na saúde das aves, podendo mesmo levar à sua morte.
Estudos recentes em Portugal descrevem valores de envenenamento para o pato-real que em alguns períodos chegam perto dos 60%, provando a ocorrência de mortalidade no nosso país, com origem nesta causa.
A nível internacional, estima-se que a utilização de chumbo nas munições, só na América do Norte, provoca anualmente a morte de 2,6 milhões de patos por envenenamento. Esta situação conduziu à proibição da utilização deste tipo de munições na caça às aves aquáticas em vários países europeus como França, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega.
Falta Portugal juntar-se à lista de países que interditam totalmente o uso de chumbo como munição.
Outras causas perdidas
Convém relembrar que existem, a nível mundial, exemplos de outras aves cinegéticas que se extinguiram por inoperância dos decisores políticos. Veja-se o triste destino do pombo-viajante americano, que foi considerado a ave mais abundante do mundo e cujo último exemplar morreu num jardim zoológico em 1914.
A extinção é, de facto, para sempre.
O abate destes belos animais só pelo desporto (uma vez que a maioria das aves aquáticas nem sequer é comida após ser abatida) carece, pois, de qualquer sentido.
Por considerar, anacrónica, contraproducente e perigosa a caça de aves aquáticas, esta petição pede ao governo a sua total proibição, principalmente das espécies consideradas ameaçadas ou com populações diminutas.
Dentro das aves aquáticas, destacam-se quatro espécies de patos ameaçadas (frisada, pato-trombeteiro, zarro-comum e zarro-negrinha), todas com efetivos residuais em Portugal.