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Vice Governador Paulo Brant:

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Carolina V.
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Vice Governador Paulo Brant
Belo Horizonte, janeiro de 2019

Prezado senhor Paulo Brant, Vice-Governador e Secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais. 

Nós ouvintes e espectadores da Empresa Mineira de Comunicação, EMC, apresentamos nossa preocupação com as exonerações realizadas na Rede Minas e Rádio Inconfidência AM e FM. Acreditamos que as grades de programação das referidas emissoras estão em um nível alto de excelência, cuidado e qualidade para atender ao público mineiro que vem sendo mostrado em sua variedade, amplitude, complexidade e jeitinho mineiro.

Percebemos que nos últimos anos, desde a entrada de Flávio Henrique Alves à frente da direção da EMC, a programação ganhou novo fôlego no que tange mostrar Minas e não ser apenas uma repetidora da TV Cultura e de rádio pública nacional. A grade não deixou de manter em seu cerne a condição de apresentar a brasilidade, mas deu destaque para a arte feita em Minas Gerais.

A mudança na grade da Rádio Inconfidência promovida por Flávio Henrique Alves e mantida por seu sucessor Elias Santos, após seu falecimento em janeiro de 2018, abriu os horizontes dos ouvintes. Antes, a Inconfidência FM, chamada de Brasileiríssima, por só tocar música brasileira do gênero chamado de MPB clássico, se abriu para a diversidade da arte nacional. Como disse Chico Buarque em entrevista para o jornal El País, em maio de 2015. “A música brasileira não exclui, assimila”. Sendo assim, a emissora abriu seus ouvidos para a música em língua portuguesa, mostrando “os vários sons da língua portuguesa” em diferentes gêneros, batidas e ritmos. Sem exclusão e preconceito, a rádio Inconfidência é hoje uma emissora diversa no que tange abraçar todas as tribos e formatos da cultura brasileira.

Pode-se afirmar que o programa que melhor representa esta abertura para a diversidade cultural mineira e nacional é o “Casa Aberta”, encabeçado por Elias Santos, atual presidente da EMC, e pela produtora Velise Maciel. O “Casa”, como é carinhosamente chamado pelos ouvintes, cumpre o papel dos programas radiofônicos em seu cerne: cidadania, prestação de serviço, cultura, entretenimento, diversidade e interação com os ouvintes. Estão nesse programa importantes colunas criadas para movimentar a cidade em âmbito político, social e cultural. O jornalista Paulo Proença apresenta o quadro “Todas as cores”, que de forma clara e educativa informa sobre questões de gênero. O grupo “Pé de Sonho” tem o seu espaço no Casa divertindo e entretendo as crianças. O “Periferias em Rede” tem como objetivo dar visibilidade às comunidades da capital mostrando seu trabalho cultural e resgate da autoestima da população desses espaços urbanos. O “Momentos Musicias”, em que a jornalista e pesquisadora Camila de Ávila apresenta em descontraída conversa, histórias e curiosidades de canções da música brasileira. As artes visuais têm seu espaço na coluna do professor e crítico de arte Gedeon Messias no quadro “Arte ao Cubo”. Os ouvintes têm sua participação por meio dos quadros “Sequência do ouvinte”, “Ao mestre com carinho”, “Livro aberto”, “Mineiraria” e “Pé na estrada”. Não faltam no programa entrevistas, sorteios de ingressos para atrações culturais, programação cultural da capital, divulgação de vagas de estágio, notícias municipais, estaduais e nacionais, atualização do trânsito, dicas de cinema e música brasileira.

A inovação na programação noturna da rádio veio com o “A noite vai ser boa”, apresentada pela jornalista Flávia Moreira. Trata-se de uma revista eletrônica em que são realizadas entrevistas, flashes ao vivo em shows, peças teatrais e vernissages na cidade, além da coluna do ator, cantor e compositor Marcelo Veronez. Em “Evoé Baco”, o artista analisa e divulga peças teatrais e artistas da cena mineira e nacional.

Não se pode deixar de falar do programa ‘Esquinas de Minas”, apresentado pelo produtor Pedro Henrique e com a programação de Paulo Proença. Tal atração tem como objetivo mostrar a produção musical dos artistas locais. O Esquinas de Minas, uma clara referência ao “Clube da Esquina”, movimento musical estritamente mineiro da década de 1970, em que a música produzida e pensada em Minas foi para o mundo, mostra para o ouvinte que a canção com sotaque mineiro é um tesouro a ser preservado e difundido.

Seguindo a linha editorial que entende que a Rádio Inconfidência FM deve mostrar a cultura musical em seus distintos gêneros, informando e tocando as canções, foram criados diversos programas. Tais atrações são apresentados por especialista e artistas mineiros que possuem reconhecimento no gênero que defendem: “Esse tal de rock and roll”, com Márcio Roney; “Forró Brasil”, com Flávio Henrique Silveira; “Recitais brasileiros”, com Paulo Sérgio Malheiros, “Blá Blá Blá do Fainblat”, com Lucas Fainblat, “O choro é livre”, com Warley Henrique, “Papo de samba”, com Aline Calixto, “A hora do improviso”, com Thiago Delegado, “Rimas e recortes”, com Roger Deff e Matéria Prima; “O canto da viola”, com Chico Lobo; e “Sacode a poeira”, com Tomás Amaral.

Tem ainda o “Ponto de Vista”, uma importante atração da grade da Rádio Inconfidência AM e FM. Nesse programa, as notícias estaduais, nacionais e internacionais são debatidas por nomes relevantes da academia e do jornalismo mineiro. Sem juízo de valor, seus participantes analisam e completam as informações das notícias debatidas ampliando o entendimento do ouvinte.

Com o objetivo de informar e entreter de forma rápida, são diluídas pílulas no decorrer da programação da Rádio Inconfidência FM. Para as crianças, o “Disco de Pelúcia” mostra a produção musical infantil. A atração é apresentada pela pequena Ana Laura Salles, sob a supervisão da diretora artística da Rádio Inconfidência Brisa Marques. A agenda “Plugue”, divulga as atrações culturais da cidade com pequenas entrevistas. Flávio Henrique Silveira apresenta o “Sobre músicas e livros”, que antecipa as novidades do mercado musical e editorial mineiro e nacional. Brisa Marques apresenta o “Lusofonia”, que mostra as muitas vozes da música em língua portuguesa, com canções nacionais e internacionais; e “Outras palavras”, com escritor Lucas Guimaraens.

Tradicionais na Rádio Inconfidência FM, “Almanaque Brasil” e “Sambossa”, com Waleska Falci; “Estúdio 100,9”, com Márcio Roney; “O samba bate outra vez” e “Tom instrumental”, com Everton Gontijo; “Trem caipira”, com Múcio Bolivar; e com mais de 30 anos no ar, o “Bazar Maravilha” de Tutti Maravilha é um sucesso. Não há artista que não sonha em ser entrevistado no programa do Tutti pela relevância do apresentador e importância do programa para a cultura da capital.

A Rádio Inconfidência AM tem como objetivo ser uma rádio de prestação de serviço. Além disso, a emissora mantém programas de entretenimento, informativos e esportivos de qualidade e com personagens marcantes. É da Rádio Inconfidência AM o programa mais antigo do rádio brasileira “A hora do fazendeiro”, com mais de 80 anos no ar.

Na Rede Minas, pode-se destacar o seu diferenciado núcleo de música. Poucas emissoras de televisão no País possuem um grupo de profissionais que tem profundo entendimento sobre a arte musical como é o caso da Rede Minas. Os jornalistas, produtores, câmeras da emissora que se dedicam à música possuem olhar sensível e apurado para a arte musical. Além de promover a música feita em Minas, bem como seus artistas e profissionais, eles buscam também levar para a grade da emissora shows, recitais, concertos que elevam a condição crítica do seu espectador. Nesse caso, pode-se afirmar que a Rede Minas, por meio de seu núcleo de música, oferece para a população de Minas o acesso amplo a eventos musicais de todos os gêneros. A Rede Minas leva de fato e sem discriminação a Cultura para todos.

Não podemos deixar de mencionar o programa Voz Ativa. Esta empreitada, defendida por Flávio Henrique Alves, à época de sua estreia presidente da EMC, é a única atração televisiva que tem a permissão do compositor e cantor Chico Buarque para usar sua icônica canção, Roda Viva (composta em 1967), como tema de abertura. Voz Ativa conta com a parceria da filial brasileira do jornal espanhol El País, fundado em 1976, no período de transição da ditadura para democracia, após o fim do Franquismo. O programa defende de forma veemente a democracia e, para tal, trouxe durante o ano de 2018, entrevistas com atores políticos e culturais que trouxeram para o público amplas formas de pensamento mostrando a diversidade da sociedade brasileira, suas necessidades e qualidades. Filósofos, historiadores, economistas, juristas, poetas, músicos, bailarinos, estilistas, sociólogos, antropólogos e políticos como Djamila Ribeiro, Márcia Tiburi, José Celso Martinez Corrêa, André Midani, Elisa Lucinda, Rodrigo Pederneiras, Ruy Braga, Jacqueline Muniz, Jessé Souza, Marina Silva, Manuela D’Ávila, Paulo Nogueira Batista e Silvio Tendler, entre outros debateram ideias no referido programa encabeçado pelo jornalista Florestan Fernandes Júnior. Ressaltando que o Voz Ativa é repetido na Rádio Inconfidência AM e FM e transmitido via internet por meio da rede social Facebook.

Tradicionais programas da grade como “Agenda”, que é uma verdadeira agenda cultural do estado, “Brasil das Gerais”, que apresenta entrevistas sobre temas diversos de forma leve, divertida, com conteúdo e sotaque mineiro, além do jornalismo.

Tudo isso faz da EMC, composta pela Rádio Inconfidência AM e FM e Rede Minas, o espelho do mineiro. Sendo assim, reforçamos a importância de manter presente na emissora a programação que foi tão bem desenhada e construída. É importante que as exonerações sejam revistas. Sabemos que há na máquina pública inchaço de cargos que muitas vezes não são bem executados e ocupados por profissionais não capacitados para a área. Porém, não é o caso da Rádio Inconfidência AM e FM e da Rede Minas. O trabalho no setor cultural, que é o caso das referidas emissoras, exige profissionais capacitados e sensíveis ao entendimento dos processos administrativos e culturais. A arte e a comunicação, que são os negócios da EMC, necessitam de pessoas que além de entender, sejam apaixonados pelo ofício. 

Agradecemos a atenção e contamos com a sua sensibilidade na análise do exposto.

Ouvintes e espectadores da EMC.