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Brasil, Nação Leitora

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Por que isto é importante

Em nosso país, de cada três pessoas alfabetizadas duas não são capazes de compreender um livro ou de se expressar por escrito. A formação de leitores plenos e críticos só é possível através do hábito de leitura de livros de literatura. Só assim a criança adquire conhecimento sobre o mundo em que vive e se prepara para exercer sua cidadania. O acesso aos livros é um direito da criança e do adolescente, que não pode ser privado pela falta de investimento em bibliotecas escolares e públicas.

Durante a Flip, em julho deste ano, um manifesto foi elaborado e publicado em conjunto pelas mais importantes entidades nacionais do livro, entre elas, a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (ABRELIVROS), a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

O documento salienta que a formação de leitores, assim como do acervo das bibliotecas escolares com livros de literatura, devem ser prioridades nas ações do Estado e, portanto, do Ministério da Educação. Trata-se de promover a igualdade de direitos, garantindo a mesma qualidade na formação a todas as crianças e jovens brasileiros, independentemente da cidade onde vivem, das carências e desigualdades de cada região.Em 2015, não houve a liberação de verbas para viabilizar o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), responsável pela compra de livros de literatura pelo Governo Federal para as escolas públicas de todo o país, e também o PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa). Tal veto causou não apenas um alarmante prejuízo tangível a toda a cadeia produtiva de livros no Brasil, como um inestimável dano à educação de milhões de crianças e jovens brasileiros, que deixarão de receber livros de literatura em suas escolas – um grande retrocesso nas conquistas educacionais dos últimos anos e um grave obstáculo na formação do pensamento livre e crítico da nossa população jovem.

A campanha Nação Leitora tem o objetivo de convocar a mobilização de toda a sociedade em nome da educação através da leitura, pela manutenção das políticas públicas de inclusão da literatura no âmbito da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio. No dia 3 de setembro, inauguração da XVII Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a campanha lança uma petição pública pela manutenção dos programas de incentivo à leitura e alfabetização, com o fim de sensibilizar o Governo Federal no sentido de rever a decisão do veto e assumir o compromisso de manter a frequência anual de distribuição de livros de literatura nas escolas públicas de todo o Brasil.

Ao reunir o apoio de profissionais do livro, autores, ilustradores, professores, bibliotecários e alunos, demonstraremos que o povo brasileiro entende que, para sermos de fato uma Pátria Educadora, precisamos também ser uma Nação Leitora.

Postado setembro 3, 2015
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