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Ministro de Estado das Comunicações André Figueiredo: Revogação imediata da recente nomeação de 6 Vice Presidentes nos C

Ministro de Estado das Comunicações André Figueiredo: Revogação imediata da recente nomeação de 6 Vice Presidentes nos C
  
  

 

Por que isto é importante

Carta Aberta dos Brasileiros para o Ministro das Comunicações do Brasil

Brasília - DF, 19 de dezembro de 2015

Exmo Sr Ministro das Comunicações, André Figueiredo,

Os correios brasileiros, desde que se tornaram Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sempre foram reconhecidos como uma organização lucrativa e eficiente, capaz de entregar um serviço de qualidade para a população brasileira e de gerar dividendos ao Tesouro Nacional. Essa reputação foi construída em cima de valores fortes, de profissionalismo e de muito trabalho visando ao desenvolvimento do serviço postal brasileiro e do Brasil.

Desde 2003, no entanto, a Empresa tem vivido um período negro, marcado por escândalos, por destruição do seu patrimônio e de seus valores, que culminaram, no ano de 2015, com um prejuízo bilionário, fruto do despreparo técnico de seus dirigentes e do cruel aparelhamento político que sofreu nesses últimos 12 anos.

Desde aquele ano, assistimos a desconstrução de tudo o que assegurava o sucesso da Empresa. Primeiro suprimiram-se os critérios técnicos de preenchimento das funções de gestão e técnicas, sob a alegação de que se deveria democratizar o acesso à gestão (como se não fossem democratizados). Essa medida talvez tenha sido a mais desestruturante que ocorreu, porque criou condições para todas as outras: perda de comando, desorganização operacional, obsolescência, extinção de programas de capacitação, descontrole e corrupção, que nos constrangeu com os episódios do Mensalão e da Operação Selo.

Ainda assim, senhor Ministro, nós, o povo brasileiro, seguimos avaliando os Correios como uma empresa confiável, por gozar de uma reputação solidamente construída. A locomotiva seguia em curso, impulsionada por anos de trabalho árduo do seu corpo técnico forjado em programas consistentes de desenvolvimento e capacitação de mão-de-obra.

Mas “nada está tão ruim que não possa piorar” e em 2011 os bons profissionais dessa valorosa instituição foram surpreendidos por uma mudança na estrutura da Empresa que criava duas novas áreas, uma vice-presidência jurídica e uma vice-presidência de logística, sem diagnóstico, sem planejamento e sem resultados esperados. Surpreendentemente, uma das áreas, historicamente considerada a mais importante da empresa, foi suprimida (a área de operações) sendo fundida com a uma outra área. Não nos surpreendeu, no entanto, que a criação de duas novas vice-presidências não tenha gerado resultados positivos para a ECT e nós, o povo brasileiro, estamos percebendo diariamente.

Para agravar a situação, inúmeros profissionais foram levados de outros órgãos para assumir a Universidade, a Ouvidoria, Superintendências Executivas, Assessorias e até a gerência corporativa responsável pelo atendimento de solicitações de informação decorrentes da Lei de Acesso à Informação. Esses profissionais não detém tanto conhecimento técnico que não pudesse ser encontrado na Empresa. Francamente, senhor Ministro, o senhor realmente acha que num universo de 120 mil empregados não há nenhum capaz de desempenhar tais funções? Além disso, os números mostram que essa prática não gerou ganhos para a ECT, e nós, povo brasileiro, estamos vendo.

Como se fosse pouco o uso da Empresa - que é um bem de todos os brasileiros - para o favorecimento de pessoas que não possuem nenhum comprometimento com o serviço postal e para a barganha política, o governo aparelhou o Postalis, comprometendo o futuro de dedicados profissionais dessa instituição. O Governo conseguiu, desse modo, manchar o passado, prejudicar o presente e o trazer uma sobra negra sobre o futuro dessa organização, e nós, o povo brasileiro, estamos de olho nisso também.

No último mês, um novo Presidente foi nomeado, um médico e agropecuarista, que tem se apresentado à mídia e ao corpo técnico dessa organização manifestando em várias oportunidades o seu compromisso com os Correios e com a recuperação da Empresa. Suas palavras, no entanto, se contradizem com os fatos seguintes, pois seis vice-presidentes, sem conhecimento do setor postal, foram indicados pelo senhor, Ministro das Comunicações, para liderar as áreas da Empresa - inclusive três das quatro unidades estratégicas de negócios - num momento de crise e que se faz necessário, urgentemente, a recuperação de qualidade, produtividade e, principalmente, da lucratividade da Empresa. Essa prática não visa ao bem público, pois, para dar lugar aos indicados políticos, foi destituído, por exemplo, um profissional amplamente reconhecido na Empresa e que possui mais de 30 anos de experiência no serviço postal e que chegou inclusive a ser Presidente da ECT num dos períodos mais críticos que esta organização já vivenciou, o episódio pós-escândalo da CPI dos Correios, que nós, o povo brasileiro, acompanhamos atentamente.

Por tudo isso que expomos neste documento e por compreender que precisamos recuperar essa Empresa que é nossa, resguardando o futuro de seus dedicados e valorosos profissionais e o de suas famílias, exigimos que revogue a nomeação desses 6 vice-presidentes, mais os dois que permaneceram, que nomeie profissionais tecnicamente capazes de recuperar os Correios e que mande apurar as responsabilidades dos dirigentes que conduziram a ECT à situação atual.

Atenciosamente,

Nós, o povo brasileiro.

Postado dezembro 19, 2015
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