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Vacina atualizada contra covid19 nas versões para as variantes KP2 e JN1

Vacina atualizada contra covid19 nas versões para as variantes KP2 e JN1

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Esta petição foi criada por Juliana H. e pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.
Juliana H.
começou essa petição para
Ministério da Saúde e Ministério das Relações Institucionais
Ao Excelentíssimo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República
À Excelentíssima Sra. Nísia Trindade Lima, Ministra da Saúde do Brasil
Ao Excelentíssimo Sr. Alexandre Padilha, Ministro das Relações Institucionais


Em 16 de abril de 2024, fizemos uma carta-manifesto endereçada a Vossas Excelências para solicitar a compra e a distribuição das vacinas monovalentes criadas para a variante XBB do vírus SARS-CoV-2, frisando que fosse disponibilizada para toda a população brasileira e não apenas aos grupos prioritários. Ressaltamos o enorme atraso a que o Brasil estava submetido, tendo em vista que o Norte global já estava recebendo essa versão dos imunizantes desde setembro de 2023.Após a confirmação da compra pelo Brasil, a população teve que esperar quase um mês, até 9 de maio de 2024, para que as primeiras doses fossem entregues aos estados, e com a orientação de só serem vacinados os grupos prioritários, de acordo com o restritivo PNI.
A quantidade de doses contratadas, 12,5 milhões, das quais até o momento apenas 7,7 milhões foram efetivamente distribuídas, é ínfima e não atende sequer à população prioritária do Plano Nacional de Imunização. Ressaltamos também a ausência de campanhas eficazes e ostensivas que informem à população a importância da vacinação com as versões atualizadas, porque não é do interesse do país prover vacinas atualizadas sempre que elas estiverem disponíveis.
É importante destacar que em países como os Estados Unidos, Dinamarca e outros países da Europa, Japão, Chile e Paraguai, a população foi vacinada contra a variante XBB desde o segundo semestre de 2023, sendo que, nos Estados Unidos e nos países europeus, não houve restrições a grupos prioritários e foi possível mesmo tomar uma segunda dose da XBB novamente no início de 2024. Ou seja, além de se ter começado a vacinação contra a variante XBB no Brasil com oito meses de atraso, ela não foi universal e a quantidade de doses adquiridas não cobriu sequer o grupo prioritário. Imunocompetentes de 5 a 59 anos ficaram definitivamente excluídos do calendário vacinal da Covid-19, contrariando o que a ciência postula como política mínima adequada, qual seja, vacinação anual para imunocompetentes, e semestral para grupos prioritários.
Em 22 de agosto de 2024, o FDA norte-americano aprovou as vacinas de mRNA atualizadas contra a variante KP-2, que em 28 de agosto de 2024 começaram a ser disponibilizadas. Também a Europa já anunciou que disponibilizará vacinas atualizadas contra a variante JN1. Enquanto isso, os anúncios do Ministério da Saúde brasileiro são vagos e se referem ainda a uma possibilidade de compra não concretizada de 70 milhões de doses. Levando em conta o que aconteceu no processo de aquisição e distribuição da vacina monovalente da variante XBB, voltamos a fazer um apelo para que a compra de vacinas atualizadas seja feita com urgência e que a sua distribuição seja universal.​A comunidade científica internacional especializada em Covid converge em destacar os riscos pós-infecção pelo SARS-CoV-2 para toda a população, não apenas para casos graves da fase aguda, nem mesmo apenas para indivíduos que se encaixariam em grupos de risco, e tampouco apenas para os que não teriam o esquema vacinal primário completo. O risco das sequelas a longo prazo das infecções é considerado uma roleta-russa, mas é certo que aumenta com o número de infecções prévias.
As estimativas dos números reais de casos de infecção e de morte feitas pela OMS nos indicam que os dados brasileiros oficiais contam uma história parcial da realidade no país: reporta-se falta de testes em diferentes regiões, inexistem estratégias nacionais para notificação de autotestes, não há coleta de dados sobre pessoas sofrendo com sequelas pós-covid, o rastreio do vírus em águas residuais foi suspenso no final de 2022, e com a narrativa disseminada coletivamente de que o vírus não é mais uma preocupação para a saúde pública, enfrentamos uma falta de dados que nos permitam aferir a real circulação do vírus e o real impacto dele na sociedade.
Diante deste cenário, reiteramos que é vital que a população toda esteja ao menos parcialmente protegida de complicações na fase aguda da infecção por vacinas compatíveis com as variantes em circulação. É inadmissível o total abandono a que os brasileiros estão submetidos, em um país reconhecido mundialmente por nossas campanhas de vacinação e por um governo eleito com a promessa de uma gestão mais sóbria e responsável da pandemia de covid ainda em curso. Na ausência de dados, de medidas não farmacológicas de mitigação, de esclarecimento da população para os riscos das reinfecções e das sequelas pós-infecção, ao menos que haja vacina atualizada para toda a população com urgência, junto a uma campanha de vacinação voltada para a hesitação vacinal e a conscientização de que a covid ainda é uma doença a ser evitada, porque ainda responsável por inúmeras mortes e pessoas com sequelas em nosso país. Fazemos um apelo para que ouçam os cidadãos interessados em que a vacina atualizada contra a variante KP2 esteja disponível pelo SUS de forma universal, e que exigem informações transparentes sobre o porquê da demora na aquisição da vacina XBB, e, agora, das vacinas voltadas para as variantes JN1 e KP2.
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