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Esta petição foi criada por Helena C. e pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.
Helena C.
começou essa petição para
Povo brasileiro
Assunto: Parcialidade sistemática na cobertura das Eleições 2026 em favor de Flávio Bolsonaro

Ao Conselho Editorial do Grupo Globo,
À Direção de Jornalismo da TV Globo,
Ao público brasileiro,

Manifestamos profunda preocupação com a cobertura eleitoral do Grupo Globo nas Eleições 2026, que apresenta sinais claros de parcialidade em favor do candidato Flávio Bolsonaro. Os fatos abaixo são públicos e verificáveis.

I. O DESEQUILÍBRIO NO JORNAL NACIONAL

Nas entrevistas de 27 e 28 de agosto de 2026:

· Lula: 29min05s de fala; 10 das 15 perguntas sobre corrupção
· Flávio Bolsonaro: 21min34s de fala (7min31s a menos); proporção significativamente menor sobre corrupção

Quando questionado sobre sua relação com o deputado Rodrigo Bacellar — preso por envolvimento com o Comando Vermelho —, Flávio foi sabatinado por apenas 38 segundos, sem follow-up.

A jornalista Neide Duarte, com 42 anos de casa, declarou que a emissora "continua essa batalha para derrubar Lula, agora de forma escancarada".

II. A OMISSÃO NO CASO "DARK HORSE"

Em 22 de julho de 2026, o ministro André Mendonça incluiu formalmente Flávio Bolsonaro como investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A acusação central: Flávio teria solicitado R$ 131 milhões ao ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiamento de produções cinematográficas — cerca de R$ 61 milhões já pagos.

Em 24 de setembro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que "todos os indícios apontam" que os recursos vieram de um pool que incluiria dinheiro do Banco Master e do PCC, movimentando R$ 11,6 bilhões.

O que o Fantástico fez em 13 de setembro: exibiu reportagem de mais de 6 minutos sobre o caso, focou no deputado Mário Frias e em repasses da Prefeitura de São Paulo, e não mencionou uma única vez que Flávio Bolsonaro é investigado formalmente. A decisão de Mendonça que retirou o sigilo foi tornada pública em 11 de setembro — uma sexta-feira. O Fantástico teve dois dias inteiros para incluir o nome de Flávio. Optou por não fazê-lo.

III. O CRITÉRIO DA "OPORTUNIDADE"

Em transmissão ao vivo pela GloboNews, o comentarista Valdo Cruz afirmou que jornalistas possuem documentos sobre o caso envolvendo familiares de Lula e que estariam "aguardando o momento adequado" para publicá-los.

A resposta de Merval Pereira foi imediata: "Jornalista que segura informação para o 'momento adequado' não é jornalista, é militante."

IV. O CASO NOSSA SENHORA APARECIDA: DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Em 24 de setembro de 2026, a comentarista Maria Cristina Fernandes afirmou, na GloboNews, que setores da Igreja Católica monitoram há anos movimentos evangélicos contrários ao título de Nossa Senhora Aparecida como “Padroeira do Brasil”, inclusive grupos ligados a Flávio Bolsonaro, reacendendo o temor em torno do PL 2623/07 — projeto que propôs essa medida e segue arquivado no Congresso aguardando cenário favorável. Na avaliação da jornalista, o movimento favoreceria mais a Lula do que a Flávio.

A reação da Globo: em menos de 24 horas, a emissora foi ao ar em edição extraordinária, publicou nota oficial corrigindo a informação e pediu desculpas, esclarecendo que a proposta original (PL 2623/2007, de Victório Galli) foi arquivada em 2008. Ou seja, não se deu notícia falsa, mas por conta das conexões feitas na internet com Flávio Bolsonaro, a Globo trouxe informação de “erro”.

O contraste é revelador. Quando uma informação pode beneficiar Lula, a Globo corrige em horas. Quando uma reportagem de 6 minutos omitiu que Flávio Bolsonaro é investigado formalmente pelo STF por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção — fato de gravidade incomparavelmente maior —, não houve correção, retratação nem sequer menção.

Como resumiu a jornalista Guga Noblat: a Globo “foi rápida em se retratar sobre Aparecida, mas segue silenciosa sobre Dark Horse”.

V. O PESO POLÍTICO DA OMISSÃO

· Datafolha: após a divulgação do caso Dark Horse, a intenção de voto em Flávio entre evangélicos caiu de 49% para 42%; na Região Sul, de 48% para 35%
· AtlasIntel/Bloomberg: 95,6% dos entrevistados conheciam o caso; 45,1% disseram que a divulgação "enfraqueceu significativamente" a candidatura de Flávio

Quando o caso é divulgado, Flávio perde votos. A omissão do Fantástico não é escolha editorial neutra — é intervenção com efeito eleitoral mensurável.

VI. O QUE SE PEDE

1. Divulgação integral do roteiro das entrevistas do JN, com perguntas e tempos exatos.
2. Explicação formal do Fantástico sobre por que Flávio Bolsonaro, investigado formalmente pelo STF no caso Dark Horse, não foi mencionado na reportagem de 13 de setembro.
3. Tornar públicos os registros internos de decisão editorial sobre o caso Dark Horse, incluindo a orientação mencionada por Valdo Cruz sobre "aguardar o momento adequado".
4. Explicação sobre o critério que levou à correção em 24 horas no caso Nossa Senhora Aparecida, mas ao silêncio prolongado no caso Dark Horse.
5. Compromisso público de isonomia na cobertura dos candidatos no período final da campanha.

VII. CONSIDERAÇÃO FINAL

Quando uma emissora dedica 7 minutos mais de sabatina sobre corrupção a um candidato do que a outro; quando produz uma reportagem de 6 minutos sobre um escândalo e omite o nome do principal investigado; quando corrige em horas um erro que poderia beneficiar Lula, mas mantém silêncio sobre um fato que prejudica Flávio Bolsonaro; quando um de seus comentaristas admite em rede nacional que informações são "seguradas" — não se trata de linha editorial. Trata-se de interferência eleitoral.

O Brasil não precisa que a Globo "salve" a democracia. Precisa que a Globo pare de fingir que faz jornalismo enquanto, na prática, trava uma guerra eleitoral.

Respeitosamente,

Cidadãos brasileiros comprometidos com a democracia e com o jornalismo íntegro.

Brasil, 30 de setembro de 2026
Postado (Atualizado )