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Diga NÃO ao traçado do Contorno Norte de Curitiba
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começou essa petição para
Prefeitura M. Colombo, Prefeitura M. Curitiba, COMEC, IPPUC, IAP, ANTT, MPPR, Sanepar, DER
A complementação do contorno
rodoviário de Curitiba é uma obra fundamental para a cidade, contudo, o traçado
proposto para o complemento do Contorno Norte contraria o conceito de anel rodoviário
desconsiderando a concordância natural com o contorno leste já implantado. Para
isso, pretende-se por meio da utilização da BR116 (em um trecho que apresenta
características de via urbana), invadir a região metropolitana para construir
uma autopista (A1) através de áreas densamente povoadas e outras de interesse
cultural e ambiental como respectivamente, a Colônia Faria e a APA do Iraí.
Saliente-se que no ano de 2014, a
construção desse mesmo trecho do Contorno Norte de Curitiba teve seu EIA/RIMA
rejeitado e recusado pelo IBAMA. Considerou-se que tal obra traria
consequências danosas e irrecuperáveis ao meio ambiente e ao patrimônio
cultural, histórico, e paisagístico da Colônia Faria (Colombo), registro
autêntico da colonização italiana no Brasil. Na ocasião, o IBAMA concluiu o
parecer técnico afirmando que:
“em
consonância com as manifestações civis (audiência pública e documentos
apresentados), entende-se ser necessário que dentre as alternativas a compor a
Matriz Comparativa, seja elencada uma alternativa que considere um traçado mais
ao norte, passando além dos limites da APA do Iraí e fazendo a integração com o
Contorno Leste”.
Porém no ano de 2019, contrariando as recomendações do
IBAMA, um novo projeto dessa obra
absurda volta a nos ameaçar com um traçado tão agressivo quanto semelhante ao
anterior. O estudo de alternativas está totalmente amarrado na dimensão linear
da rodovia e nos mesmos pontos de partida e chegada, assim, não existem
diferenças significativas entre os traçados apresentados ou mesmo em relação ao
rejeitado anteriormente pelo IBAMA. Todas as alternativas apresentadas são
praticamente iguais.
Enfim, são muitos os argumentos
sólidos contra esse projeto proposto pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT, entre
eles:
• Ignora e contraria a decisão e as recomendações do IBAMA.
• O empreendimento pretende implantar uma proposta descontextualizada oriunda de um plano elaborado em 1978 quando as necessidades e a estrutura da cidade eram completamente distintas. – Uma solução baseada em diretrizes defasadas que compromete o futuro da Região Metropolitana.
• Afeta o meio sócio-ambiental de forma irreversível. A rodovia corta a APA do Iraí atravessando fundos de vale importantes, zonas de conservação da vida silvestre, aterra nascentes, compromete a qualidade hídrica da bacia do rio Iraí, destrói áreas urbanizadas, áreas de interesse histórico, culturas e florestas nativas. A área de influência direta beira 1,4 milhões de m2, atingindo áreas de interesse ambiental e áreas urbanas antropizadas que ficarão à mercê da poluição, especialmente sonora.
• Viola e condena ao desaparecimento comunidades como a da Colônia Faria, passível de tombamento pelo IPHAN, onde ainda é viva a cultura dos imigrantes italianos e dona de um estilo de vida próprio.
• A estrada (enclausurada) compromete o crescimento de Colombo cortando o município em duas partes quase estanques. Também afeta negativamente os municípios de Campina Grande e o de Quatro Barras.
Em síntese, o traçado escolhido pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT para a implantação do último trecho do Contorno Norte de Curitiba é absurdo. Contraria preceitos urbanísticos, compromete a mobilidade urbana nos municípios atingidos, destrói biomas importantes contidos na Região Metropolitana, e sobretudo, agride pessoas. Enquanto cidadãos preocupados com a preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, não só da região de Curitiba, mas de uma forma global, buscamos, por meio desta petição, sensibilizar o poder público para essas questões relevantes, visando um futuro melhor para novas gerações. Embora aqui se trate de uma situação particular, acredita-se que essa seja uma causa que concerne a todos nós. Basta de decisões unilaterais que perturbam e destroem o que temos de mais precioso: – nosso ambiente, nosso tempo e nossas vidas –. Mas tudo isso pode ser evitado. Assim, este abaixo assinado contraria o novo projeto apresentado pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT e reiteramos que, por meio de estudos sérios e competentes norteados por uma postura ética, seja considerado outro traçado de menor impacto ao meio sócio-ambiental. Sabemos que existem alternativas viáveis que atendem esses parâmetros. Que seja soberana a decisão do IBAMA, que prevaleça o bom senso! Mais uma vez, não vamos permitir que esse traçado equivocado para a construção de uma autopista destrua áreas de mata nativa, de mananciais (que abastecem os centros urbanos) e que ameace o patrimônio cultural das comunidades da Região Metropolitana de Curitiba
• Ignora e contraria a decisão e as recomendações do IBAMA.
• O empreendimento pretende implantar uma proposta descontextualizada oriunda de um plano elaborado em 1978 quando as necessidades e a estrutura da cidade eram completamente distintas. – Uma solução baseada em diretrizes defasadas que compromete o futuro da Região Metropolitana.
• Afeta o meio sócio-ambiental de forma irreversível. A rodovia corta a APA do Iraí atravessando fundos de vale importantes, zonas de conservação da vida silvestre, aterra nascentes, compromete a qualidade hídrica da bacia do rio Iraí, destrói áreas urbanizadas, áreas de interesse histórico, culturas e florestas nativas. A área de influência direta beira 1,4 milhões de m2, atingindo áreas de interesse ambiental e áreas urbanas antropizadas que ficarão à mercê da poluição, especialmente sonora.
• Viola e condena ao desaparecimento comunidades como a da Colônia Faria, passível de tombamento pelo IPHAN, onde ainda é viva a cultura dos imigrantes italianos e dona de um estilo de vida próprio.
• A estrada (enclausurada) compromete o crescimento de Colombo cortando o município em duas partes quase estanques. Também afeta negativamente os municípios de Campina Grande e o de Quatro Barras.
Em síntese, o traçado escolhido pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT para a implantação do último trecho do Contorno Norte de Curitiba é absurdo. Contraria preceitos urbanísticos, compromete a mobilidade urbana nos municípios atingidos, destrói biomas importantes contidos na Região Metropolitana, e sobretudo, agride pessoas. Enquanto cidadãos preocupados com a preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, não só da região de Curitiba, mas de uma forma global, buscamos, por meio desta petição, sensibilizar o poder público para essas questões relevantes, visando um futuro melhor para novas gerações. Embora aqui se trate de uma situação particular, acredita-se que essa seja uma causa que concerne a todos nós. Basta de decisões unilaterais que perturbam e destroem o que temos de mais precioso: – nosso ambiente, nosso tempo e nossas vidas –. Mas tudo isso pode ser evitado. Assim, este abaixo assinado contraria o novo projeto apresentado pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT e reiteramos que, por meio de estudos sérios e competentes norteados por uma postura ética, seja considerado outro traçado de menor impacto ao meio sócio-ambiental. Sabemos que existem alternativas viáveis que atendem esses parâmetros. Que seja soberana a decisão do IBAMA, que prevaleça o bom senso! Mais uma vez, não vamos permitir que esse traçado equivocado para a construção de uma autopista destrua áreas de mata nativa, de mananciais (que abastecem os centros urbanos) e que ameace o patrimônio cultural das comunidades da Região Metropolitana de Curitiba
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