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À Presidenta Dilma Roussef, ao Prefeito Fernando Haddad e à Silvio Santos: Transformem a Terra do Entorno ao Teatro Ofic

À Presidenta Dilma Roussef, ao Prefeito Fernando Haddad e à Silvio Santos: Transformem a Terra do Entorno ao Teatro Ofic

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Esta petição foi criada por Carila M. e pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.
Carila M.
começou essa petição para
Para Presidenta Dilma Roussef, Prefeito Fernando Haddad e Silvio Santos
Porque estamos ameaçados pela construção de torres residenciais que massacram o Teat(r)o Oficina, seu entorno e o bairro do Bixiga. A mesma invasão que tem vigorado na nossa cidade e principalmente nos territórios indígenas: a reintegração da propriedade privada em cima dos posseiros que concretamente cultivam e trabalham xamanicamente, na possessão, a Terra.

A arquitetura urbana e cênica de AchiLina Bo Bardi, inspirada na geografia da natureza fertilíssima do entorno, o último vazio respirante do centro de São Paulo, viu a ligação de seu projeto, do Teat(r)o Oficina com o Anhangabaú verde, a mesma do fluxo do rio do Bixiga em direção ao rio Anhangabaú. Daí o nome de Anhangabau da Feliz Cidade para o entorno.

O Teat(r)o Oficina encarna a mais antiga e re-existente luta cultural contra a sufocação da especulação imobiliária na cidade de Sampã.
Através da Arte Teat(r)al, CosmoPolítica Ritual: Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona criados com a atuação do Público de inumeráveis gerações, tornando-as terras libertas do martírio secular da especulação imobiliária. Que venha uma mutação de apoteoses!
A Terra é ainda um Ser Vivo!



Transform the Oficina Theatre's Surrounding Land in a PUBLIC/CULTURAL LAND
To the President Dilma Roussef, the Mayor of São Paulo Fermando Haddad and to Silvio Santos: Transform the Oficina Theatre's Surrounding Land in a PUBLIC/CULTURAL LAND

Because we are being threatened by the construction of residential towers that massacre the Oficina Thea(c)tre, its surroundings and the Bixiga neighborhood. The same invasion that has been held in our city and specially in the indigenous territories: the reapropiation of the private land that belongs to the squatters that effectively cultivate and work the Land in a shamanic way, in possession.
The urban and scenic architecture of AchiLina Bo Bardi, inspired by the geography of the utterly fertile nature of this surrounding land, the last breathing empty space of downtown São Paulo, has seen the connection of its project – the Oficina Theatre – with the green Anhangabaú Valley, the same connection that flows from Bixiga River to the Anhangabaú River. That's why this surrounding land has been named Anhangabaú da Feliz Cidade (Anhangabaú of the Happy City).
The Oficina Thea(c)tre incarnates the most ancient and re-existing cultural fight against the suffocation held by the real estate speculation in the city of Sampã. Through the Thea(c)trical Art, the CosmoPolitical Ritual: Theatrical Rites of the Oficina Uzyna Uzona created along with the acting of the Public from inumerous generations, making them lands that are free from the secular martydrom of the real estate speculation. May a mutation of apotheosis come! The Land is still a Living Being!

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, braço armado da especulação imobiliária do grupo Sílvio Santos.

Em 2004 numa visita do Sílvio Santos ao teat(r)o durante a montagem de Os Sertões, surgiu pela primeira vez a proposta de troca do Terreno entorno ao Teat(r)o, de propriedade do grupo, com um terreno da união. Diante dessa proposta, reafirmada entre as partes em 2011, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o Terreno tivesse destinação pública e cultural.

No ano anterior, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Sílvio Santos e a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Rito Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada para que se encerrasse a Temporada Nacional das "Dionizíacas em viagem.”

Há 6 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona e semeado
para fazer nascer o Anhangabaú da Felizcidade, o Te-Ato, o Teatro de Estádio Oswald de Andrade, a Oficina de Florestas e a Universidade Antropófaga.

Durante estes anos descobrimos a potência do teatro em sua perspectiva urbana, conquistada pelo tombamento do Iphan, em 2010, e trabalhada na X Bienal de Arquitetura em 2013, num projeto que dá continuidade a obra deLina Bo Bardi, que se alastra e verdeja o Bixiga, abre-se em delta de ruas e desemboca no Anhangabaú, permeando de cultura o bairro coração da cidade, inserindo-o nas perspectivas de expansão emcorredor cultural que liga o Teatro Oficina, ao TBC Teatro Brasileiro de Comédia, à Casa da Dona Yayá, à Vila Itororó e à Praça Roosevelt.

Paradoxalmente em 2009 a Sisan empreendimentos imobiliários, do grupo Sílvio Santos, vem tentando aprovar seu atual empreendimento, suas torres residências nos órgãos de preservação do patrimônio. Coagidos, hoje, a deliberar sobre o empreendimento, sob ameaça de multa. As Terras do Bixiga são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivadas, que inaugura para Vida! a demarcação de terras urbanas para além dos instrumentos jurídicos, um antídoto contra a abstrata ação do direito patrimonialista, que permanentemente floresce em cada nova estação. Lutamos com a mesma motivação dos índios pelo direito originário aos territórios Tekoha, que acreditam que as terras sagradas não lhes pertencem, pois são eles é que pertencem à terra, numa inversão da noção de propriedade.

Terras que a 34 anos repudiam a plantação da monocultura do mercado imobiliário e que devem ser regulamentadas fora do parâmetro instituído pela inviolável propriedade privada. O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra na escuridão o Janelão de 130m², Janelão que o abre para cidade e para o cosmos, e junto com o Teto-Móvel inspira a CosmoPolítica que praticamos em nossas peças, em contraponto à política territorial dos ‘comedores de terra' da GeoPolítica - como esta proposta de um empreendimento imobiliário de impacto Catastrófico, tanto na obra de arte, criada por Lina Bo Bardi e Edson Elito (considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo); quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional; quanto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da Dona Yayá, TBC Teatro Brasileiro de Comédia, Teat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga e reforçando a cicatriz urbana criada na década de 70 pela ditadura militar e que atiçou a cobiça do mercado imobiliário. O edital entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, numa lógica latifundiária e num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno. Se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de "revitalização". Levados pela paranoia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em São Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital financeiro.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo que foi presidente do Condephaat nos anos 80 e em 2010 escreveu o parecer no tom de Euclides da Cunha para o tombamento do Teat(r)o Oficina pelo IPHAN, que ao mesmo tempo tombou duas terras consideradas sagradas pelas etnias: Waurá, Kalapalo e Kamayurá, do Alto Xingu, no Mato Grosso. Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab'Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em si. O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem nos dias de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo. Hoje, a perspectiva que o poder público precisa ter, é da Cultura e não do Direito, como paradigma da Política; e do Teatro, como Paradigma de Vida.

Assina em baixo quem está:
Pelo veto IMEDIATO ao empreendimento imobiliário proposto pela Sisan, braço imobiliário do grupo Sílvio Santos na rua Jaceguay, no Bixiga, em Sampã.

Pela troca de terrenos entre o grupo Silvio Santos e as esferas públicas para a plantação do espaço público e cultural, no último pedaço de terra vazio no Bixiga: o Anhangabaú da Felizcidade.

Pela demarcação destas terras sagradas cultivadas pela cultura, de destino público, de uso estético, educacional, cultural, político e Ritual, na rua Jaceguay, no Bixiga, em Sampã.


Pelo apoio ao phoder humano dos servidores públicos na opção pela cultura como infraestrutura da vida.


Pela revisão e consulta pública do edital de privatização dos baixios do Viaduto Júlio de Mesquita Filho.


Assino em baixo: José Celso Martinez Corrêa- 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona


For 58 years, the Oficina Thea(c)tre has been cultivating culture at the number 520 of Jaceguay Street, on the Bixiga neighborhood and its surrounding land. For 34 years we have been fighting against the predatory massacre of the real estate speculation on the neighborhood, which has been incorporated in the capital of the Sisan Group, the loaded branch of Silvio Santo's Group real estate speculation.

In 2004 during a visit from Silvio Santos to the thea(c)tre by the period the play Os Sertões was being staged, for the first time a proposal of exchanging the Land that surrounds the Thea(c)tre, property of the group, for a land owned by the Union was brought up. After acknoledging this proposal, reaffirmed between both parties in 2011, a substantial share of the poblic power's representatives started a political articulation in order to realize the exchange thereby giving the Land its public and cultural destination.

In the previous year, a free lease agreement had been estabilished between the Silvio Santos Group and the Oficina Uzyna Uzona Thea(c)tre Association. The occupation of the Land started through a Theatrical Rite: a Tent with 2,000 seats for the Public was raised for the closing of the National Season of the “Dioniziacas em Viagem “(in Tour).
For six years the land has been cultivated and praised by the Public in the Oficina Uzyna Uzona's Theatrical Rites and it has been seeded in order to give birth to the Anhangabaú da Felizcidade[1], the Te-Ato[2], the Stadium Theatre Oswald de Andrade, the Oficina de Florestas[3] and the Anthropophagic University[4].

During these years we have discovered the theater's potency in its urban perspective, achieved through the listing of the Oficina Theatre as a national artistic patrimony [by the National Institute for Historical and Artistic Patrimony] and worked at the X Architecture Biennial in 2013, in a project that gives continuity for the work of Lina Bo Bardi, that spreads through Bixiga and makes it greener, opening up in a delta of streets culminating in the Anhangabaú Valley, permeating culture through the neighborhood that it's the heart of the city, inserting it in the expansion perspectives of a cultural corridor that connects the Oficina Theatre, the TBC [Brazilian Theater of Comedy], the House of Dona Yayá, the Itororó Village and the Roosevelt Square.

Paradoxically, in 2009 the Sisan Real Estate Enterprises, that belongs to the Silvio Santos Group, has been seeking for the endorsement of its current enterprise, its residential towers, by the organs of patrimony preservation which are being coerced, today, to deliberate on the project, under the threat of penalty. The Bixiga lands are lands that are demarcated by the thea(c)tre's cultural process on itself, which is cultivated on them and that opens for Life ! the demarcation of urban land beyond the legal instruments, an antidote against the abstract action of patrimonial law, which permanently blooms in every new season. We fight with the same motivation of the Indians for the original right to Tekoha territories, believing that the sacred lands don't belong to them – it is them who belong to the land - in a reversal of the notion of property.
Lands that for 34 years have been repudiating the real estate market's monoculture and that must be regulated outside of the parameters estabilished by the inviolable private property. The current project of SISAN encases the theatre and encloses in darkness the 130m² Big Window, Big Window that opens up for the city and for the cosmos and along with the Mobile-Ceiling inspires the CosmoPolitics that we practice in our plays, in opposition to the territory politics practiced by the 'land-eaters' of GeoPolitics - as in this proposal of real estate enterprise which has Catastrophic impacts both in the work of art itself, created by Lina Bo Bardi and Edson Elito (considered in the end of the year of 2015 by The Guardian as the best theatre of the world); and in the Artistic Body of Many Generations that have created this 58 year old Company in Permanent Mutation of Generations; clogging the streets of Bixiga with a new fleet of cars and menacing a superposition of surrounding lands that belong to protected patrimonies, formed by the House of Dona Yayá, the TBC Brazilian Theater of Comedy, the Oficina Thea(c)tre, the Itororó Village and the group of houses on Japurá Street.

The endorsement of this enterprise opens as wide as ever the Bixiga neighborhood for the entrance of the real estate speculation, specially because the project comes equipped with the release at a breakneck speed of a public sale of the areas below the Julio de Mesquita Filho Viaduct, in front of the theatre, tearing apart a substantial share of the Bixiga neighborhood and reenhancing the urban scar created in the 70's by the military dictadorship which fueled the greed of the real estate market. The public sale gives away the area in exchange for the greatest amount of money offered to explore commercially the lower areas of the viaduct in a landlordism logic and with a project that doesn't even obligate the winning company to recognize the land's space. A movement of greedy capitalization of any public land we can catch sight of is therefore characterized, as if all land was to become lucrative in order to comply with what the public power calls “revitalization”. Taken by the economic paranoia that in the sight of the so called “emptiness of public safes” determines that all the remaining spaces that still re-exist in São Paulo must be handed to the private initiative so the market rules the destiny of the public land and the city's land - what is being created is a permanent situation of violation and submission of the culture to the financial capital.

We now bring the presence of Aziz Ab'Saber, geographer that was the president of CONDEPHAAT [Council of Defense of the Historic, Archeological, Artistic and Touristic Patrimony] in the 80's, and who in 2010 wrote the resolution (with an Euclides da Cunha's tone) that listed the Oficina Thea(c)ter as a protected cultural patrimony by the IPHAN, which at the same time listed two lands considered sacred by the indian ethnicities: Waurá, Kalapalo and Kayamurá, from Alto do Xingu, in the state of Mato Grosso.

When the people who at the time where occupying seats at the organs of cultural protection would tell him they had no Power, he refuted this by giving his own example, declaring that the Power belongs to the ones who exercise it. Taking the actions of Aziz Ab'Saber as an example, we are sure that today the representatives of the Power of Cultural Patrimony of Brasil and of São Paulo, that are gathered in this Capital of Capital, will find proper measures that will stop the Power of Speculative Capital's massacre of the Justice's Cultural Power through the camouflage of legal arguments.

The Human Political Power of those who occupy the mentioned Patrimony Organs has nowadays the support of all who believe in the Power of Culture and of the Intelligence of Human Creativity for the resolution of the most threatening equations of the Economic Crisis. Before anything, we live to transmute a crisis which is, much more than economic, a matter of Culture and Politics. Crisis is a time of Creation of new paths towards a new time. Today, the perspective that the public power needs to have is a Cultural one, not a Legal one, as a paradigm of Politics and the perspective of Theater as a Paradigm of Life.

Will subscribe the ones who support:
The IMMEDIATE veto of the real estate enterprise at the Jaceguay Street in Bixiga, Sampã, proposed by Sisan, the real estate branch of the Silvio Santos Group.
The exchange of lands between the Silvio Santos Group and the public spheres for the plantation of the public and cultural space at the last piece of empty land in Bixiga Neighborhood: the Anhangabaú of Felizcidade.
The demarcation of these sacred lands cultivated by the culture, of public destination with aesthetical, educational, cultural, political and Ritual use at Jaceguay Street, in Bixiga, Sampã.
The human power of the public servers in the option for culture as the infrastructure of life.
The revision and public consultation of the public sale that privatizes the areas below the Julio de Mesquita Filho Viaduct.

I subscribe: José Celso Martinez Corrêa- 78 years old, President of the Oficina Uzyna Uzona Thea(c)tre Association

[1] In a rough translation: Anhangabaú of the Happy City. Lina Bardi's urbanistic project that envisioned the revitalization of Bixiga Neighborhood. [2] Te-Ato, or I-Tie-You is an act of direct communication: perceiving the everyday life as a Theatre and acting upon it. [3] In a rough translation: Workshop of Forests [4] Transmission of knowledge practised by the Oficina Theatre