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NÃO à desastrosa rodovia!

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Esta petição foi criada por pedro paulo lacombe f. e pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.
pedro paulo lacombe f.
começou essa petição para
Aos seguintes órgãos públicos: IBAMA, ANTT, MPF, COMEC e PM de Colombo:
A complementação do contorno rodoviário de Curitiba é uma obra fundamental para a cidade. Contudo, o traçado proposto para o trecho do Contorno Norte contraria o conceito de anel rodoviário desconsiderando a concordância natural com o contorno leste já implantado. Para isso, pretende-se por meio da utilização da BR116 (em um trecho que apresenta características de via urbana), invadir a região metropolitana para construir uma autopista (A1) através de áreas densamente povoadas e outras de interesse cultural e ambiental como a Colônia Faria, a APA do Iraí e a EMBRAPA.
Esse traçado não representa uma solução, uma vez que existem alternativas viáveis e lógicas que foram desconsideradas aparentemente por razões econômicas em detrimento de questões sócio ambientais. Saliente-se que a passagem de uma rodovia desse porte cortando uma cidade, além de causar transtorno aos moradores do entorno, implica em prejuízo notório ao ambiente urbano como um todo.
Entre os argumentos contrários ao traçado proposto pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT, alguns se destacam, os quais passamos a descrever sucintamente:
1- O empreendimento pretende implantar uma proposta descontextualizada oriunda de um plano elaborado em 1978 quando as necessidades e a estrutura da cidade eram completamente distintas. – Uma solução baseada em diretrizes defasadas que compromete o futuro da Região Metropolitana –.
2- Afeta o meio sócio-ambiental de forma irreversível. A rodovia aterra nascentes, destrói áreas urbanizadas, áreas de interesse histórico, culturas e florestas nativas. A área de influência direta beira 1,4 milhões de m2 sendo 712,50 ha de florestas nativas, e 396,30 ha de área urbana antropizada que ficará à mercê da poluição, sobretudo sonora.
3- Viola e condena ao desaparecimento comunidades como a da Colônia Faria, passível de tombamento pelo IPHAN, onde ainda é viva a cultura dos imigrantes italianos e dona de um estilo de vida próprio.
4- Causa danos irreparáveis à estação experimental da EMBRAPA, seja no campo da pesquisa científica florestal ou nas áreas de APPs dessa mesma instituição.
5- Corta a APA do Iraí atravessando o maior pinhal da região, atinge fundos de vale e zonas de conservação da vida silvestre.
6- A estrada (enclausurada) compromete o crescimento de Colombo cortando o município em duas partes quase estanques.

Em síntese, o traçado escolhido pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT para a implantação do último trecho do Contorno Norte de Curitiba é absurdo. Contraria preceitos urbanísticos, compromete a mobilidade urbana nos municípios atingidos, destrói biomas importantes contidos na Região Metropolitana, e sobretudo, agride pessoas.
Enquanto cidadãos preocupados com a preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, não só da região de Curitiba, mas de uma forma global, buscamos, por meio desta petição, sensibilizar o poder público para essas questões relevantes visando um futuro melhor para novas gerações.
Embora aqui se trate de uma situação particular, acredita-se que essa seja uma causa que concerne a todos nós. Basta de decisões unilaterais que perturbam e destroem o que temos de mais precioso: – nosso ambiente, nosso tempo e nossas vidas –.
Mas tudo isso pode ser evitado. Assim, este abaixo assinado contraria o EIA/RIMA apresentado pela AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT por considerá-lo omisso e conivente com uma solução não sustentável, ilógica.
Reconhecendo a importância do Contorno Norte, propomos que, por meio de estudos sérios e competentes norteados por uma postura ética, seja considerado outro traçado de menor impacto ao meio sócio-ambiental. Sabemos que existem pelo menos duas alternativas viáveis que atendem esses parâmetros.
Não vamos permitir que esse traçado equivocado para a construção de uma autopista destrua áreas de mata nativa, de mananciais (que abastecem os centros urbanos) e que ameace o patrimônio cultural das comunidades da Região Metropolitana de Curitiba.