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Barrar o projeto "escola sem partidos"

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Esta petição foi criada por Vitor Barletta M. e pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.
Vitor Barletta M.
começou essa petição para
Presidência da República,
Câmara dos Deputados,
Senado,
UNESCO,
Geledés,
CONTEE,
SINPRO
Somos educadores. Batalhamos todos os dias em sala de aula, muitas vezes sem qualquer amparo. Somos pesquisadores da educação, preocupados em entender a realidade do processo de ensino e aprendizagem e propor novos caminhos. Somos sempre estudantes. A educação transformadora, que combate preconceitos, que constrói a cidadania, somente se realiza através do debate permanente, pautado no respeito à diversidade. O silêncio, a ausência do debate, somente promove a continuidade da violência e da intolerância. É justamente o processo de silenciamento do debate nas salas de aula em nosso país, em marcha nos últimos tempos, que buscamos agora denunciar e repudiar. O maior representante de tal processo se esconde na ideologia do projeto ardilosamente chamado de "escola sem partidos". Ardiloso, pois, afirmando querer construir um espaço de respeito à diversidade propõe que tal meta seja atingida suprimindo-se o debate de todas as temáticas consideradas polêmicas das salas de aula. Enquadram-se em tais temas a política, a religião, gênero e sexualidade, entre vários outros. A justificativa? Evitar discussões ideológicas. E como fazer isso segundo seus defensores? Empregando uma única visão ideológica em todo o ensino, adequada somente aos padrões estabelecidos pelos autores e apoiadores de tal autoritário e inconstitucional projeto. O absurdo de afirmar querer respeitar a diversidade sem a abertura de um diálogo qualificado nas salas de aula é absolutamente contrário à todas as pesquisas e práticas pedagógicas. A falaciosa ideia de se eliminar supostas imposições de visões partidárias nas salas aula pretende, na verdade, atentar contra a liberdade de ensino, contra a construção de espaços de reflexão crítica em sala de aula. Sob o falso pretexto de proteger os alunos propõe a mais absoluta censura à apresentação livre do conhecimento científico que deve caracterizar o trabalho em sala de aula. Como estimular o debate e o respeito ao contraditório, ao diverso, se o mesmo não puder ser apresentado aos alunos? O projeto atenta contra as liberdades básicas e contra a própria noção de ensino. Por tudo isso nos causa a mais profunda indignação que o atual ministro da educação, Mendonça Filho (DEM), receba em seu gabinete os representantes de tal projeto, pessoas sem qualquer vinculação com o trabalho e as pesquisas em educação, inclusive com direito à selfies. Seu mero acolhimento representou para todos que batalham pela qualidade de nossa educação a mais clara demonstração de escárnio da parte do ministro Mendonça Filho. Fomos humilhados e desqualificados justamente pela pessoa que deveria zelar pelos profissionais da educação. Atentou-se contra os princípios básicos que devem reger o trabalho em sala de aula.  Desrespeitou todos os docentes empenhados em ajudar a construir uma sociedade menos violenta, menos preconceituosa. Comprovou que não possui os elementos mínimos para ocupar tão fundamental ministério, essencial ao futuro de nossa nação. A única reparação possível é seu afastamento imediato, conjugada com o descarte de tal projeto e outros de igual sentido que já estão à crimilizar o trabalho docente pelo Brasil. É o que exigimos, em nome do resgate da dignidade de milhares de profissionais da educação e de nossos alunos.