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Esta petição foi encerrada
À CML - LOJAS HISTÓRICAS: salvar LIVRARIA RODRIGUES - Rua do Ouro - Lisboa

À CML - LOJAS HISTÓRICAS: salvar LIVRARIA RODRIGUES - Rua do Ouro - Lisboa

Esta petição foi encerrada
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Ana L.
começou essa petição para
CML - LOJAS HISTÓRICAS
foto de Maria do Céu Costa
SOS LIVRARIA RODRIGUES, na Rua do Ouro, 188, Lisboa
A PRIMEIRA SEDE DO MODERNISMO EM PORTUGAL
A 2ª Mais antiga Livraria de Lisboa está com dificuldades graves
Fundada em 1863 como livraria, até aos anos 1950/60 foi editora de livros escolares, com gráfica na retaguarda. É a segunda Livraria mais antiga da Cidade de Lisboa. Hoje é uma livraria renovada, com antigos armários pintados a vermelho, pedra à mostra nas montras e azulejo no chão.

Esta livraria da Rua do Ouro chamava‐se Brasileira, e era aqui que se situava fisicamente a redação de “Orpheu”. Nesta que foi a “primeira sede” do modernismo em Portugal, Luís de Montalvor dirigiu o primeiro número da revista, com edição do jovem António Ferro. Nesta revista participaram Fernando Pessoa, Mário de Sá‐Carneiro e José de Almada Negreiros, entre muitos outros.

O risco anunciado concretizou‐se: por execução de clausulado de contrato de arrendamento, a Livraria Rodrigues, que funcionava aglutinando dois espaços, respetivamente com entrada pela Rua do Ouro, a loja propriamente dita e o armazém, com entrada pela Rua dos Sapateiros, ficou reduzida a esta pequena parcela. Não é, neste momento, possível equacionar se a Livraria Rodrigues poderá voltar a ter condições que lhe permitam funcionar. Não existem, igualmente, indícios de que a memória da primeira sede do modernismo em Portugal, enquanto sede da revista Orpheu, possa ser preservada. Com o vosso apoio procurámos fazer florescer as memórias e patrimónios deste lugar importante para a cidade de Lisboa e para o país. Porque sempre é tempo de fazer o que é correto continuaremos a pugnar, e esperamos contar com o vosso apoio, pela preservação do património da Livraria Rodrigues, ancorados naquela convicção de Fernando Pessoa:
" O mundo é para quem nasce para o conquistar.
E não para quem sonha que pode conquistá‐lo, ainda que tenha razão."
Tabacaria, Fernando Pessoa.



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